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Vidéos 23 Julho 2021, 22:34

A entrevista #Canhota de Caio Henrique

A entrevista #Canhota de Caio Henrique
Um ano após desembarcar no pico do Rocher, e dono de uma grande primeira temporada com o AS Monaco (36 jogos, 4 assistências), o lateral-esquerdo do Brasil realizou uma entrevista especial conosco. Atenção, os destros podem sair de campo.

Ele foi o melhor garçom do AS Monaco na temporada passada, atrás de Aleksandr Golovin (9), Wissam Ben Yedder e Kevin Volland (7). Ao desembarcar no Principado durante o mês de agosto, Caio Henrique realizou uma bela primeira temporada com os Rouge et Blanc ao disputar nada menos que 36 jogos em todas as competições, sendo eleito para fazer parte da equipe da rodada do L’Équipe em três ocasiões (9ª, 22ª e 27ª rodada).

Habilidoso com a bola no pé, Caio Henrique mostrou a sua capacidade com para realizar belas ações próximo da área adversária. Logo, a oportunidade não poderia ser melhor para realizarmos uma entrevista inédita com o jogador da seleção sub-23 do Brasil: a entrevista #Canhota, dedicada a um antigo jogador do Monaco, o também canhoto Jérôme Rothen.

Caio, qual é o canhoto que você mais admira atualmente?

(Sem pensar) Messi, sem dúvida! Por que Messi? Preciso mesmo responder? (risos). É um gênio, simples assim. Acredito que não veremos outro jogador como ele por muito tempo. Vão passar 10, 15 anos e talvez mais até que um outro jogador igual apareça.

Qual o seu lance técnico favorito de canhota?

É um lance que gosto bastante, mas que é muito difícil de fazer. (Risos) É uma cavadinha por cima do adversário para servir meu atacante. Acredito que é o movimento que mais gosto. Mas é difícil realizá-lo numa partida com onze contra onze num campo grande, não é fácil. Consegui fazer contra o Nantes na última temporada. Os jogadores de futsal possuem uma grande facilidade com esse gesto. Wissam Ben Yedder é um deles, pois ele jogou muito na quadra quando era mais novo.

Qual o seu gol mais bonito de canhota?

Você sabe, eu não marco muitos gols na minha posição. (Ele pensa) Espera, tem um que gosto bastante que marquei com o Fluminense. Foi um gol normal, mas foi fruto de uma bela ação coletiva. Foi depois de um contra-ataque rápido no qual usamos toda a nossa velocidade. Teve um passe no espaço para o outro lateral, que tocou para mim de primeira. E eu chutei da mesma forma que a bola veio, o goleiro não conseguiu fazer nada. Foi um gol importante, pois ganhamos o jogo graças a ele. Então é um gol importante para mim, que fica na minha memória.

Qual a sua assistência mais bonita de canhota?

Acredito que é aquela contra o Nantes mesmo, eu levanto a bola para passar para Kevin (Volland). É um gol e um passe importante, pois nos levaram aos três pontos. Também citaria o cruzamento contra o Montpellier, onde Wissam (Ben Yedder) marca de cabeça. Gosto desse também, pois eu dei a assistência de pé direito, que não é o meu melhor pé (risos). E, mais uma vez, foi um gol que nos levou à vitória.

Qual o lance de canhota que você gostaria de realizar num jogo?

Gostaria bastante de dar um drible debaixo das pernas. Olha, é quando um zagueiro vem para cima, como Neymar e vários outros sabem fazer bem. Gostaria de parar a bola debaixo do pé antes de jogar ela para passar debaixo das pernas do meu adversário logo na sequência. Esse também é um movimento que você consegue fazer bastante no futsal. Há menos espaço para driblar e você precisa ser esperto. Num campo com onze contra onze é mais difícil. Mas vamos tentar nesta temporada (risos). Em português, se fala “caneta” ou “rolinho”.

Qual o gol de canhota que mais te marcou?

Poderia citar o gol que Roberto Carlos marcou de falta contra a França, mas eu era pequeno. Foi antes da Copa do Mundo de 1998, acredito eu, e nem sei se tinha nascido (Caio nasceu no dia 31 de julho de 1997, menos de dois meses antes da partida em questão). De qualquer forma, vi as imagens e realmente é um golaço. É muito difícil marcar gols com aquele efeito. Só jogadores como Roberto Carlos ou Ronaldinho são capazes de marcar.

Também tem o voleio que Zinedine Zidane com o Real Madrid contra o Leverkusen. Mas, para mim, os gols mais bonitos de um canhoto são os de Messi. Eles são incríveis. A falta que ele marca contra o Liverpool na Liga dos Campeões, com mais de 25-30 metros longe do gol. Quando você vê onde ele coloca a bola, no único espaço possível do ângulo, é extraordinário. Mais uma vez, só ele é capaz de fazer isso. Para mim, ele é um jogador histórico.

Para finalizarmos, qual o valor real do seu pé direito?

(Ele brinca) A verdade é que meu pé esquerdo é muito melhor. Mas, de forma séria, acredito que evoluí bastante com a minha direita ao trabalhar nos treinamentos. Para mim, isso é muito importante, pois quando o adversário sabe que você não usa o pé direito, ele sempre vai tentar fechar o lado para forçar você a utilizá-lo. E isso pode ser uma arma. Veja a partida contra o Montpellier. No fim, eu acabei cruzando de direita e o lance terminou com um gol. Então pode acreditar que eu trabalho cada vez mais com ele.

Rise. Risk. Repeat.

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