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Jogos 31 Julho 2020, 11:11

Almamy Touré: "Só tenho boas lembranças do Monaco"

Almamy Touré: "Só tenho boas lembranças do Monaco"
O amistoso do AS Monaco contra o Eintracht Frankfurt, neste sábado (1º), será uma oportunidade para Almamy Touré rencontrar seu clube formador pela primeira vez

Ele passou mais de oito anos crescendo no sopé do Rochedo. Após chegar à Academia com apenas 14 anos, ele descobriu o mundo profissional no AS Monaco com grandes jogadores ao seu lado, participando das épicas campanhas europeias em 2015 e 2017 e sendo coroado campeão francês em 2017. No total, ele jogou 80 partidas com a camisa diagonal, incluindo dez na Liga dos Campeões, com ótimas estatísticas para um zagueiro (seis gols e 13 assistências).

Agora atuando na Bundesliga, pelo Eintracht Frankfurt, Almamy Touré espera repetir uma temporada tão completa quanto a que acabou de realizar (29 jogos em todas as competições, um gol e quatro assistências). É com a simplicidade e gentileza que o caracterizam que o ex-lateral-direito dos Rouge et Blanc concordou em falar conosco sobre sua carreira.

Como você está se sentindo desde que chegou a Frankfurt?

Até agora, tenho uma sensação de sucesso. Ao deixar o Monaco, eu queria ter mais tempo de jogo e poder progredir. Desde que cheguei, descobri que melhorei em algumas áreas, porque é um estilo de futebol diferente do da França. É bom conhecer outro campeonato.

No passado, você costumava ser incomodado por lesões. Como estão as coisas agora?

Não sofri muitas lesões este ano, trabalhei bem com o médico do clube. Tive problemas recorrentes no passado, mas acho que dei um grande salto nessa área. Diminuir o fator de lesão era realmente meu objetivo.

Qual a sua opinião sobre a Bundesliga?

O campeonato é muito ofensivo. Quando pegamos a bola, o treinador quer que encontremos verticalidade direta, um passe para frente. É o futebol que combina com minhas qualidades e me ajudou a melhorar. Fazia tempo que não me sentia tão bem. Cabe a mim trabalhar ainda mais para que continue assim e seja ainda mais decisivo. Mas a Bundesliga é uma liga excelente para quem sai da França. Na França, somos bem treinados fisicamente e no futebol, e quando chegamos a este campeonato, temos mais espaço e não temos medo de mostrar nossas qualidades.

Além disso, como você se sentiu ao marcar seu primeiro gol no Frankfurt?

Eu esperei tanto por isso! Ainda mais em uma partida assim, contra um time da grande liga (RB Leipzig), em casa e diante dos Ultras, foi realmente o momento perfeito. A atmosfera era excepcional no estádio. Agora, tenho que marcar outros.

É uma sensação estranha reencontrar meu clube formador. Foi o Monaco que me permitiu ser o jogador que sou agora.
Almamy Touré

Como é reencontrar o Monaco?

Parece um pouco estranho dizer que vou jogar contra o meu clube formador. Foi o meu irmão que me disse no domingo, ele me mandou uma mensagem e disse que jogaríamos contra o Monaco no sábado, pensei que ele estivesse brincando. Isso me fez sentir estranho, é algo especial, pois trata-se do meu clube formador. Foi o Monaco que me permitiu ser o jogador que sou agora.

Você passou por várias etapas conosco…

É verdade. Quando cheguei ao centro de formação, tínhamos acabado de ser rebaixados à Ligue 2. Depois de voltarmos, disputei meus primeiros jogos em fevereiro de 2015. De fato, tudo foi muito rápido. Minha primeira partida foi contra o Rennes, depois no dérbi na Ligue 1 contra o Nice e o terceiro foi contra o Arsenal, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões. Foi louco, éramos um bando de garotos. Também me lembro dos meus gols no Vélodrome, foi incrível. E tem ainda o ano do título (2017), algo que nunca esquecerei. O Monaco traz apenas boas lembranças para mim.

Você manteve contato com as pessoas que conhecia no clube?

Sou uma pessoa leal, que se dá bem com os outros. Em relação à vida escolar, ainda tenho bons contatos com os educadores. Eu mantive um contato muito bom com Mohamed Salmi. Ainda nos falamos, ele até me ajudou com a minha mudança. Mesmo com Olivier, Yann, Laurent, as pessoas da cozinha. No futebol, continuo em contato com Bruno Irles e me dou muito bem com Manu Dos Santos e Fred Barilaro.

Berbatov, Falcao, Ricardo Carvalho, Moutinho, Toulalan, Mbappé… Você também teve a chance de conhecer alguns grandes jogadores.

No Monaco, temos a chance de trabalhar com grandes jogadores, portanto, quando você treina com eles, progride mais rapidamente. É verdade que isso nos ajuda muito. Minha estreia foi muito rápida, o ano em que nos sagramos campeões franceses foi excepcional.

O que seus colegas disseram sobre o novo treinador, Niko Kovac?

Já havia alguns falantes de francês ou mesmo franceses no ano anterior à minha chegada. Sébastien Haller, Simon Fallette, Gelson Fernandes, todos me disseram que ele era muito rigoroso, que trabalhava muito. Ele gosta que sua equipe corra bastante, que pressionem alto. Tenho certeza de que tudo correrá bem. Ele teve um ano muito bom aqui, ganhando a Copa da Alemanha (2018). Depois, ele foi para o Bayern de Munique e continuou a vencer. Todo mundo que conheci e que jogou com ele me disse que era um ótimo treinador. Ele tem uma imagem muito boa aqui na Alemanha.

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