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Supporters 27 Agosto 2020, 15:56

Cédric: "A paixão pelo AS Monaco foi imediata"

Cédric: "A paixão pelo AS Monaco foi imediata"
Em todo lugar, para sempre! Para celebrar a presença sistemática de muitos torcedores monegascos no exterior, o asmonaco.com lança uma série dedicada à torcida, com um perfil antes de cada jogo fora de casa. Neste primeiro episódio, teremos Cédric, que mora na região de Metz e é apaixonado pelo AS Monaco desde os anos 1990

Ele tem 35 anos, mora com sua companheira e seus dois filhos em Folschviller, em Mosela, e torce pelo AS Monaco desde pequeno. Supervisor da administração penitenciária, seus horários muitas vezes escalonados não o impedem de ver seu time favorito uma dúzia de vezes ao ano. Ele também organiza viagens com o grupo que ele mesmo criou, o “Legiun Munegu 57”. Este é Cédric, que se apaixonou pelos Rouge et Blanc desde suas férias de verão em Beausoleil.

“No caminho, meu pai me disse que iríamos assistir a uma partida no Stade Louis-II com meu tio. Lembro que era um Monaco x Auxerre. A paixão foi imediata”, explica um encantado Cédric. “Lembro que na época a loja ficava bem ao lado do estádio e fui direto comprar a camisa diagonal”, lembra o torcedor, que teve a chance de falar durante algumas dezenas de minutos com Lilian Thuram, durante uma sessão de fisioterapia.

Um momento único com Lilian Thuram

Poucos dias após ter assistido ao seu primeiro jogo nas arquibancadas amarelas, Cédric decidiu ir com seu pai e seu irmão mais novo para o centro de treinamento de La Turbie, então em construção. O lugar estava deserto. “Naquele momento, um ex-fisioterapeuta do clube apareceu e perguntou o que estávamos procurando. Dois minutos depois ele voltou e perguntou a Lilian Thuram se poderíamos ir conversar com ele. Ficamos cerca de uma hora ao seu lado, é uma recordação realmente inesquecível”, afirma Cédric, ciente de que viveu um momento privilegiado no auge dos seus 10 anos com o futuro campeão mundial de 1998.

“Voltamos aos treinamentos alguns dias depois e meu irmão falava com Lilian como se o conhecesse. Na época,o time tinha Fabien Barthez, Emmanuel Petit, Basile Boli, Eric Di Meco, Sonny Anderson. Era excepcional”, continua, ao recordar as primeiras campanhas épicas europeias do AS Monaco e o “carisma” de Jean Tigana no banco monegasco. À medida que ele gradualmente começava a viajar com seu pai para Nancy, Strasbourg, Troyes e Reims, a paixão pelo clube do Principado ficava cada vez mais forte.

Quando vencíamos por 3 a 1, o Raul marcou de cabeça e o gol foi anulado por impedimento. Eu estava quase passando mal naquele momento. Era indescritível a sensação de ter batido o grande Real Madrid dos Galáticos.
CédricTorcedor do AS Monaco

As primeiras campanhas épicas na Europa

Mas são obviamente os grandes confrontos na Recopa e na Champions League que o marcaram: “Teve a semifinal da Recopa contra a Inter em 1997 que continua a ser a minha primeira grande lembrança europeia. A da Champions League contra a Juve em 1998 também foi terrível para mim. E então, a campanha de 2004 foi extraordinária”. Uma campanha onde ele viveu uma das suas maiores emoções ao apoiar o AS Monaco em frente à TV, com toda a sua família.

“Há dois jogos que foram emocionalmente muito fortes. O primeiro foi o jogo de volta contra o Real Madrid, o qual assisti com meu pai e meus tios. Infelizmente não consegui uma passagem para ir ao Louis-II .Quando estávamos vencendo por 3 a 1, o Raul marcou de cabeça e o gol foi anulado por impedimento. Eu estava quase passando mal naquele momento. Era indescritível a sensação de ter vencido o grande Real Madrid dos Galáticos”, lembra um nostálgico Cédric.

Uma lembrança inesquecível no Emirates

“Depois, em 2015, teve a partida contra o Arsenal no Emirates Stadium. Fiz a viagem para a ocasião. Chegamos com um time dizimado, na época o nosso jogo era muito criticado, e os Gunners vinham de uma série de 12 jogos sem perder. Almamy Touré até jogou sua primeira partida em um nível muito alto marcando Alexis Sánchez”, lembra o torcedor, convencido de que o Monaco tinha poucas chances de alcançar a façanha nas oitavas de final da Liga dos Campeões.

“Estávamos em 3 mil nas arquibancadas visitantes, foi uma das maiores viagens da história, eu acho. Havia uma alma que nos permitia acreditar. E quando Berbatov marcou seu gol, ele que era um ex-Manchester United, foi algo enorme. Mesmo quando eles diminuíram a diferença e fizemos 3×1, foi mágico. Havia o presidente Rybolovlev, o Príncipe Albert II, e o pai de Valère Germain estava acompanhado por sua mulher conosco nas arquibancadas, ficamos pelo menos 20 ou 25 minutos cantando após o apito final, foi incrível.”

Viagens para qualquer lugar, até mesmo na Ligue 2

Cédric também experimentou emoções fortes quando o AS Monaco estava em seu ponto mais baixo, lutando pela manutenção. “Em termos da paixão que tenho pelo clube, os resultados não têm impacto. Além disso, a luta pela sobrevivência é diferente. Mesmo quando estávamos em último na Ligue 2, a quatro pontos da primeira equipe fora da zona de rebaixamento quando o presidente comprou o clube, continuamos viajando para todos os lugares, em Clermont, em estádios improváveis​​”, ressalta. “Nessa situação, você luta por cada gol, cada ponto, e acho que as emoções são ainda mais fortes do que as do título em 2017, por exemplo, onde dominamos a todos.”

No domingo, é na elite que ele pretende torcer pelos Rouge et Blanc contra o Metz, no Stade Saint-Symphorien. Infelizmente, é difícil conseguir um lugar em tempos de crise de saúde. “Antes mesmo de terminar meu serviço (entrevista realizada terça-feira, nota do editor), já tentava conseguir de toda forma um ingresso. São 5 mil, menos as 500 pessoas do clube. Isso deixa poucas possibilidades, principalmente por darem assentos prioritários aos assinantes da temporada passada e àqueles que doaram ao clube. Eles colocarão à venda lugares para os assinantes desta temporada. Tenho duas ou três possibilidades, continuo com esperança.”

Quando viajo para o Louis II com meu grupo, são 2 mil quilômetros de distância e temos que tirar três dias de folga. Isso requer sacrifícios.
CédricTorcedor do AS Monaco

“Tenho sorte da minha esposa entender minha paixão”

Desta vez, talvez ele vá sozinho ao estádio, ainda que tenha adquirido o hábito, por vezes, de estar acompanhado da mulher e dos filhos: “Tenho sorte que a minha mulher compreende a minha paixão e a aceita. Nossas primeiras férias foram na região de Mônaco, tudo foi condicionado rapidamente em relação a isso. Quando viajo para o Louis II com meu grupo, são 2 mil quilômetros para percorrer e temos que tirar três dias de folga. Isso requer sacrifícios. Mas essa paixão é algo que realmente procuro transmitir”, admite Cédric, encantado por poder compartilhar um pouco desta loucura.

Uma loucura que perdura há 25 anos e que continuará com um novo projeto. “Sou um cruzador da fronteira alemã e conheço bastante a Bundesliga. Acho que Niko Kovac é um treinador forte e pode ser uma coisa boa para alguns jogadores saírem de sua zona de conforto. Estou bastante confiante, mesmo que saibamos que a caminhada possa levar algum tempo”, concede prontamente o torcedor, que muitas vezes foi alvo de zombarias na sua região, em relação ao seu sentimento pelo clube do Principado.

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O AS Monaco na pele

Mas enfim, a paixão sempre foi mais forte do que o resto: “Na escola primária, 80% torciam para o Metz, 10% para o Marselha, mas eu era o único monegasco. E ainda agora, não há um dia em que um colega de escritório não venha brincar comigo. Mas é diferente, eles zombam de mim no começo, mas logo me lembro o que é a história do clube. De qualquer forma, muitas vezes aqueles que criticam, são torcedores de sofá”.

Um sofá que ele espera não ocupar neste domingo, para poder apoiar a equipe cujo escudo tatuou no pulso esquerdo, com as palavras: “Daghe Munegu per tugiu”. Apesar da distância, apesar das críticas, ele estará lá. Aconteça o que acontecer, Cédric estará sempre apoiando os Rouge et Blanc, em todos os cantos. Em todo lugar, sempre!

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