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Sub-17 05 Setembro 2020, 15:49

Manu Dos Santos: “Importante para criar coesão dentro do grupo”

Manu Dos Santos: “Importante para criar coesão dentro do grupo”
Depois da N2 e do sub-19, é a vez do AS Monaco sub-17 retomar as competições neste domingo, com a recepção do Gazélec Ajaccio no estádio Didier Deschamps. Uma oportunidade para o treinador Manu Dos Santos fazer um balanço da preparação e dos objetivos da equipe para esta temporada

Seis meses se passaram desde o último jogo do AS Monaco sub-17 e a vitória por 1 a 0 sobre o Air Bel SC, em Marselha. Desde então, Manu dos Santos e seus protegidos estão privados das competições pela crise de saúde, que sinalizou o final de uma temporada bem iniciada pelos Rouge et Blanc (5º lugar, 11 vitórias em 20 partidas, +22 de saldo de gols).

Uma estreia em casa contra o Gazélec

Uma interrupção que obrigou ao treinador monegasco a mudar de grupo mais cedo do que o esperado, mantendo o objetivo de trazer os novos residentes deste elenco sub-17 para o mundo profissional. Ao entrar numa nova temporada, a sua décima primeira no banco da Academy, Manu Dos Santos falou sobre o trabalho de preparar seus jovens para o recomeço da competição neste domingo, no estádio Didier Deschamps, em Cap d’Ail, diante do Gazélec Ajaccio.

Como você vivenciou o período de confinamento na Academy?

No começo foi muito brutal, porque ligávamos pela manhã e à tarde os meninos tinham que voltar para casa. Muito brutal, especialmente porque não sabíamos o que iria acontecer. Achávamos que fosse apenas temporário, por dez ou quinze dias. Mas então percebemos rapidamente que esse não era o caso. O futebol ficou inevitavelmente em segundo plano e tivemos de nos adaptar. É verdade que sentimos essa falta do campo, do futebol, do trabalho com os jovens. Esperávamos impacientemente esse retorno.

É ainda mais difícil quando você muda de grupo a cada ano. Como você gerencia a transição?

Sim, de fato acontece todos os anos, é a categoria que deseja isso. Em alguns clubes há pré-formação, mas aqui não é assim, temos que começar do zero todos os anos. E é verdade que esta temporada é especial, porque normalmente mantemos metade do elenco de 17 anos no segundo ano, isso os dá mais tempo para se orientar. Em um grupo de 23 jogadores, temos 16-17 novos jogadores, então precisamos de algum tempo de adaptação.

É um grupo muito jovem que está descobrindo as demandas desse nível. Em sua maioria, eles jogaram no sub-15 na temporada passada, então é um jogo diferente para eles, com um pouco mais de estrutura, velocidade, exigência, rigor tático e técnica.
Manu Dos SantosTreinador do sub-17 do AS Monaco

É ainda mais importante adaptar a preparação?

Sim, com certeza, começamos com um estágio de oxigenação que nos permitiu mergulhar 24 horas por dia com os jovens e ganhar tempo para conhecer o grupo. Isso é muito importante. Em seguida, sabemos que a formação significa acima de tudo paciência, então nessa idade vamos colocando as coisas em prática bem devagarinho. O estágio em Saint-Martin-Vésubie correu bem, é mesmo a primeira semana de trabalho intenso, pois antes foram duas semanas e meia em que recolocamos as coisas no lugar, devido a longa pausa que houve. Isso nos permitiu fazer exames. E depois do estágio, finalmente conseguimos organizar jogos amistosos.

Conte-nos sobre seu elenco…

É um grupo muito jovem, que está descobrindo as demandas desse nível. Em sua maioria, eles jogaram no sub-15 na temporada passada, então é um jogo diferente para eles, com um pouco mais de estrutura, velocidade, exigência, rigor tático e técnica. Isso é tudo o que eles precisam entender e sentimos que nos três amistosos que pudemos fazer, fomos melhorando. O elenco está progredindo, trabalhando bem nos treinos e isso é o importante, ter esse rigor, essa exigência no dia a dia nas sessões. Depois, tudo se encaixará muito lentamente. Há outro fator que vai entrar em jogo agora, que é a competição, que pode levar a mudanças de comportamento, então vamos nos adaptar a isso.

Estado de espírito, respeito, mentalidade… Você insiste muito nos valores a serem transmitidos aos jovens.

É a minha personalidade, e o que me permitiu, como jogador, ter a carreira que tive. Então tento transcrever tudo isso um pouco, já que esses são valores simplesmente necessários para um atleta de ponta. Esses são também os valores do clube, e então esses são os valores que nos permitem progredir no dia a dia e nos aproximarmos daquilo que o alto nível exige.

Quais são seus objetivos com o sub-17 nesta temporada?

Obviamente, o objetivo é fazer o melhor campeonato possível. Depois, eu diria que o objetivo principal é antes de tudo criar coesão, para que as crianças se conheçam, joguem em equipe e avancem individualmente para progredir. Então, somos competidores, treinamos as crianças para chegarem ao mais alto nível, por isso é importante que elas cultivem esse espírito competitivo também. Mas esse não deve ser o único objetivo, é um todo, temos que estar focados tanto no resultado quanto no conteúdo das nossas partidas, das nossas atuações.

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