Fechar
Portrait 19 Novembro 2020, 20:04

Nenê e sua incrível canhota brasileira

Nenê e sua incrível canhota brasileira
Durante o confinamento, convidamos você a (re)descobrir jogadores do AS Monaco que marcaram sua passagem pelo Principado. No contexto de "Prime Time", o asmonaco.com refresca sua memória. Hoje, nosso foco será em Nenê

Ele não conheceu um dos melhores momentos da história do AS Monaco. E ainda assim, deixou uma memória muito afetuosa no subconsciente dos torcedores Rouge et Blanc. Ainda hoje, todos nos lembramos de sua canhota, que alegrou as noites da Ligue 1 no Stade Louis-II. Como Glenn Hoddle e Jérôme Rothen antes dele, ou mais recentemente James Rodríguez, Bernardo Silva ou mesmo Thomas Lemar, ele era um especialista em bolas paradas e assistências de todos os tipos. Nenê, cujo nome verdadeiro é Anderson Luís de Carvalho, desembarcou no Principado no verão de 2007, vindo do Celta de Vigo, que havia sido então rebaixado para a 2ª divisão espanhola.

Contratado por Ricardo Gomes, que o conheceu na seleção olímpica

Foi o seu compatriota, o técnico brasileiro Ricardo Gomes, que o trouxe ao Principado, depois de tê-lo conhecido alguns anos antes na seleção olímpica. Naquela época, o AS Monaco havia acabado de seguir duas temporadas medianas no Campeonato Francês, com um 10º lugar em 2006 e um 9º lugar em 2007. Acima de tudo, os monegascos não vibravam muito desde o final da era Didier Deschamps. Embora não seja a melhor em termos de resultados esportivos (o AS Monaco terminou em 12º lugar em 2007-2008), esta nova temporada tem pelo menos o mérito de revelar o meia-esquerda brasileiro.

Muito fino, tanto em termos de morfologia como de linguagem corporal, o meia-atacante, tecnicamente acima da média, brilhou desde os primeiros minutos na primeira divisão. Ele estreou contra o Lille em 29 de agosto de 2007, e três dias depois marcou seu primeiro gol durante sua segunda partida, contra o Bordeaux. Em desvantagem por 2 a 0 diante de seu ex-clube, Ricardo colocou Nenê no início do segundo tempo. E mesmo que o brasileiro não tenha evitado a derrota, ele marcou um golaço em cobrança de falta, sua especialidade, levemente desviada pelo goleiro.

Adotado desde o início pela torcida

Um grande início que imediatamente seduziu a torcida monegasca. E com razão, com Nenê anotando dois gols no Stade Louis-II logo em seu terceiro jogo em casa, por ocasião da recepção do Strasbourg. Apesar da decepcionante décima segunda colocação da equipe, o brasileiro completou sua temporada de estreia na Ligue 1 com cinco gols e nove assistências. Lembramos especialmente do golaço contra os alsacianos na partida de volta, no Stade de la Meinau. Um míssil de 30 metros, que terminou no ângulo. Mas, infelizmente, o relacionamento com seu treinador não era tão bom.

O canhoto partiu então ao Espanyol, pelo empréstimo de um ano. Entretanto, seu compatriota foi substituído por Guy Lacombe, que lhe deu toda a confiança no retorno. E isso se refletiu nos fatos, já que Nenê tornou-se o principal jogador Rouge et Blanc, ainda que o time permanecesse mal no Campeonato Francês. Sempre conhecido pelos seus dribles, ele se formou no Paulista de Jundiaí, clube de sua cidade natal.

Um ótimo início de temporada 2009-2010

Apesar dos resultados mistos, ele não relutou em assumir a responsabilidade, seja em cobranças de falta ou pênalti. Certamente inspirado por Juninho, que se tornou uma estrela do Olympique Lyonnais graças, em particular, à incrível qualidade e consistência nas bolas paradas, Nenê assumiu outra dimensão. Ele teve um excelente início de temporada 2009-2010, com nada menos do que nove gols e uma assistência durante as primeiras dez rodadas da Ligue 1, com direito a um golaço contra o Paris Saint-Germain de Grégory Coupet.

O meia-atacante brasileiro finalmente encerrou a temporada com 14 gols e quatro assistências pelo AS Monaco. No total, e em apenas duas temporadas completas no Principado, ele participou de 35 gols em apenas 73 jogos em todas as competições (22 gols e 13 assistências). Apesar destas estatísticas marcantes para um meia-esquerda, Nenê não conheceu grandes alegrias em termos de resultados esportivos. Apesar de uma final da Copa da França disputada em maio de 2010, contra seu futuro clube, o PSG.

Legado

Isso não impede que os torcedores mais apaixonados lembrem com carinho de sua facilidade técnica e sua cumplicidade com Jérémy Menez (durante sua primeira temporada), Juan Pablo Pino ou mesmo Park Chu-young. Além disso, seu tempo no Paris Saint-Germain irá confirmar suas habilidades como um jogador de impacto. Com 48 gols e 46 assistências em 112 jogos, ele também marcou a história do Parc des Princes, graças ao seu lendário sorriso, sob o comando de Carlo Ancelotti.

Como Jérôme Rothen, ele foi ídolo e deixou sua marca por estes dois clubes que até hoje lhe são queridos. Obrigado por tudo, Nenê!

Nene (PSG) et Ludovic Giuly (Lorient)
1 / 4
AS Monaco uses cookies on this website. With your agreement, we use them to access how this website is used (analytic cookies) and to adapt it to your needs and interests (customization cookies depend on your browsing and your browser). By continuing your browsing, you give us the permission to use them.