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Equipe 31 Julho 2021, 20:29

O que deve ser lembrado da preparação monegasca?

O que deve ser lembrado da preparação monegasca?
Após mais de um mês de trabalho, dois estágios na Áustria e cinco amistosos, os jogadores de Niko Kovac estão prontos para enfrentar o primeiro grande desafio desta nova temporada: a terceira fase preliminar da Liga dos Campeões

Um mês e uma semana. No dia 24 de junho, os primeiros Rouge et Blanc voltaram ao centro de treinamento La Turbie, para (finalmente) tomar posse do Centro de Performance. A comissão técnica monegasca e os companheiros de equipe de Benjamin Lecomte se reuniram para os tradicionais exames médicos. Desde então, eles seguiram cinco semanas de preparação, dois estágios na Áustria e cinco amistosos. Portanto, aqui estão algumas coisas para se lembrar desta pré-temporada.

De volta às aulas ao Centro de Performance

É totalmente novo! Na fase de finalização, particularmente na parte exterior, o novo Centro de Performance do AS Monaco deu as boas-vindas aos Rouge et Blanc na reapresentação. Dotado de infraestruturas dignas de altíssimo nível, este edifício é o símbolo do investimento feito pelo Presidente Dmitry Rybolovlev desde a sua chegada ao Principado, há quase dez anos. Um local que, como o próprio nome sugere, é construído para a performance.

Dois estágios na Áustria

Os monegascos partiram para Zell Am See, nas margens do lago de mesmo nome, para um primeiro estágio de 28 de junho a 3 de julho. Antes de enfrentarem o Red Bull Salzburg, para o primeiro amistoso da pré-temporada. Os Rouge et Blanc então trabalharam por duas semanas em La Turbie, antes de retornarem ao leste da Áustria, a Stegersbach, a algumas dezenas de quilômetros da Hungria. Um segundo estágio que culminou no quarto jogo de preparação contra o Wolfsburg.

Um balanço positivo nos amistosos

Assim, cinco jogos permitiram aos comandados de Niko Kovac se autoavaliarem, antes da terceira fase preliminar da Liga dos Campeões, frente ao Sparta Praga. A juventude monegasca venceu assim o Salzburg (3-1) na Áustria, o Cercle Bruges em La Turbie (3-1), antes de empatar com o Royal Antwerp (0-0), residente da Jupiler Pro League. Por fim, o AS Monaco derrubou o VFL Wolfsburg de Mark Van Bommel, ainda na Áustria (2-1), antes de sofrer sua única derrota na preparação no campo da Real Sociedad, pelo mesmo placar (2-1). Três vitórias em cinco jogos, um balanço muito honroso, embora o treinador tenha afirmado que não se apoia nos resultados, mas sim no conteúdo dos jogos.

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Dois reforços no elenco

A preparação monegasca também foi marcada pela chegada ao clube de duas novas caras: Alexander Nübel e Ismail Jakobs. Assim, os dois primeiros reforços do mercado vieram direto da Alemanha. Grande promessa do gol alemão, o novo camisa 16 monegasco assinou um empréstimo de duas temporadas, vindo do Bayern de Munique. Já o versátil lateral-esquerdo, que se sagrou campeão europeu sub-21 no início do verão, deixou o FC Köln para se estabelecer ao pé do Rochedo.

Dois “calouros” entre os profissionais

Como nossos três jovens Eliot Matazo, Chrislain Matsima e Enzo Millot, todos formados na Academy e que se juntaram ao grupo profissional no verão passado, para nunca mais sair, Félix Lemarechal (17 anos) e Maghnes Akliouche (19 anos), celebraram sua grande estreia com os mais velhos. Residentes da National 2 na temporada passada, os dois meio-campistas acumularam tempo de jogo frente a Royal Antwerp, Wolfsburg e Real Sociedad, além de terem participado do segundo estágio na Áustria. Um sinal da excelência do centro de formação monegasco, que se manteve no top 5 entre os melhores da França na temporada passada.

O choque de gerações

A cena se passa no ônibus voltando de um treinamento na Áustria. Cesc Fàbregas, que está iniciando a 19ª temporada profissional, se maravilha. “Félix, de que ano você é?”, pergunta o campeão mundial de 2010 ao seu jovem companheiro de equipe, Félix Lemarechal (17), que participa do seu primeiro estágio com o grupo profissional, entre as duas sessões do dia. “Sou de 2003”, responde o garoto. Ao que o seu companheiro mais velho respondeu com um grande sorriso: “Você ainda estava na barriga da sua mãe quando eu marcava os meus primeiros gols como profissional”. Com pouco mais de 16 anos de diferença, mas a mesma vontade de treinar.

Média de 21 anos para os artilheiros monegascos

Por falar em juventude, os oito gols marcados pelos Rouge et Blanc (exceto o gol contra de Bornauw contra o Wolfsburg) foram marcados por jogadores de 25 anos ou menos. Aleksandr Golovin (25) e Sofiane Diop (21) em duas ocasiões, Pietro Pellegri (20), Anthony Musaba (20), Chrislain Matsima (19) e Enzo Millot (18) foram de fato os únicos a encontrar o caminho das redes . Isso eleva a média de idade dos artilheiros para apenas 21 anos.

Um novo patrocinador principal

Depois de mais de 25 anos de parceria com o AS Monaco, o FEDCOM abriu uma nova página em sua história com o clube do Principado, tornando-se um “Parceiro do Patrimônio”. Ainda presente na camisa vermelha e branca europeia nesta temporada, o patrocinador emblemático deixa seu lugar para a eToro na frente do manto monegasco na Ligue 1. Uma nova marca usada pelos companheiros de equipe de Cesc Fàbregas durante as partidas de preparação. E que já é um sucesso!

Mudanças de números

Não podemos falar sobre camisas, sem falar sobre números. E houve algumas mudanças para os monegascos. A mais notável é necessariamente a troca operada por Wissam Ben Yedder, que assumiu a lendária camisa 10, deixada vaga por Stevan Jovetić. O artilheiro monegasco na temporada passada (20 gols e sete assistências na L1) foi seguido pelo vice-capitão. Axel Disasi recuperou assim a camisa 6, enquanto o seu amigo no centro da defesa, Benoît Badiashile, trocou a 32 pela 5. Gelson Martins passou da 11 para a 7. Finalmente, Alexander Nübel terá a número 16 nesta temporada, e Ismail Jakobs a 14.

Rise. Risk. Repeat.