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Ligue 1 Conforama 17 Setembro 2020, 16:34

Ruben Aguilar: "Um bom teste para nós"

Ruben Aguilar: "Um bom teste para nós"
Titular durante as três primeiras rodadas do campeonato, Ruben Aguilar falou com a imprensa dois dias antes da viagem a Rennes

Desde que chegou ao Rochedo no verão de 2019, Ruben Aguilar disputou 26 partidas com a camisa monegasca. Presente no time titular de Niko Kovac nas três primeiras rodadas, ele falou sobre vários assuntos, como o seu passado no AS Monaco, seu companheiro de equipe Cesc Fabregas ou sua relação com Niko Kovac.

Ruben, o que mudou em relação à temporada passada?

É toda a comissão técnica que mudou. Quando tem estafe novo, tem uma energia nova e trabalhamos em muitas coisas. Tivemos a sorte de ter o nosso elenco à disposição bem cedo, embora houvessem novos jogadores. Quando o treinador chegou, pôs em prática as coisas que hoje encontramos em campo e são os pequenos detalhes que nos fortalecem, com a vontade de seguir em frente.

E quanto à tática?

Sempre há coisas a serem resolvidas no nível tático. Cada partida é diferente, nossas táticas são modificadas de acordo com os times que estão à nossa frente. Temos um plano de jogo e trabalhamos nele todas as semanas para que as equipes da Ligue 1 pensem que o Monaco está se fortalecendo novamente.

Esta partida contra o Rennes não acontece um pouco cedo demais na temporada?

Não, porque jogaremos contra todas as equipes do campeonato. O Rennes é uma equipe muito boa, que vai jogar a Champions League e é um bom teste para nós. Estamos vindo de duas vitórias, em Metz recebemos o cartão vermelho bem cedo, mas vimos que a equipe estava muito unida e contra o Reims conseguimos voltar de 0-2 para 2-2. A mesma coisa neste fim de semana contra o Nantes, onde nossos adversários empataram e conseguimos nos superar para recuperar a vantagem. São coisas que te fazem sentir confiante e cientes de que somos fortes e que as equipes olharão para nós de uma forma diferente. Isso nos ajudará a obter um resultado em Rennes. Todos estão envolvidos.

Qual a sua relação com Niko Kovac?

Temos uma relação saudável e de confiança. O treinador conversa muito com a gente e não hesita em parar de treinar para nos dar explicações. Há confiança dele para nós e de nós para ele.

Recentemente, ouvimos falar do “jogo da cenoura”. Conte-nos um pouco sobre isso…

Ele gosta de definir metas quando vamos treinar em campo reduzido ou em pequenos duelos. Por exemplo, a equipe perdedora paga pelo café da manhã no dia seguinte. O objetivo da “cenoura” é que haja competição o tempo todo, para que demos o melhor nos treinos todos os dias.

E como foi a semana passada com os assistentes de Niko Kovac?

Foi muito bem. Recebemos feedback do treinador, que pôde ver nossas sessões através do drone e das câmeras. Ele não estava lá, mas você podia sentir sua presença. Foi seu irmão Robert quem comandou as sessões e a semana transcorreu em boas condições, embora o treinador estivesse em quarentena. Todas as mensagens foram bem passadas, agora ele está de volta e isso é o mais importante.

O que achou da atuação de Cesc Fàbregas contra o Nantes?

Quando o vi no primeiro treino, reparei imediatamente no jogador de classe mundial, que ganhou tudo. No início da temporada ele se lesionou e aproveitou para voltar a jogar o seu melhor futebol, estando em boa forma física e mental e sem receio de uma recaída. Sabemos que o Cesc que vemos agora é o melhor, e isso é o melhor que nos pode acontecer.

E para um lateral, qual a importância de tê-lo na equipe?

Seja para mim ou para meus companheiros de equipe, ele está sempre pedindo pela bola. O Cesc procura estar sempre disponível e zela para que não percamos a bola. O que ele quer é jogar. Sabemos que se fizermos uma boa chamada com o espaço certo, seremos atendidos.

Com os muitos cartões vermelhos distribuídos e a Covid-19, você acha que essa temporada será virada de cabeça para baixo e haverá espaço para mais suspense?

Acho que sim. Por exemplo, o Paris tem três pontos e nós estamos com sete. São pontos que podem contar no final da temporada, é uma situação especial, mas temos que respeitar o que nos é pedido fora dos treinos, jogos, e ter cuidado com os gestos de distância para não penalizar a equipe, se você ou um colega de equipe não estiver presente.

Como você está vivendo este período positivo atual?

O grupo está vivendo bem, sabemos do que somos capazes. Queremos continuar este ímpeto e não nos privamos de nada, mas sabemos que só foram três rodadas. Aos poucos, o AS Monaco voltará a ser o que era antes.

No Twitter, sempre vemos você com Willem Geubbels no vestiário. É verdade que você agora é um dos mais velhos…

É verdade que tenho 27 anos e me faz rir ver que estou entre os mais velhos. Temos muitos jovens talentos no clube, o Willem teve muitos problemas e estou feliz por ele, pelo Sofiane (Diop), pelo Pietro (Pellegri), são jogadores que tiveram problemas mas que tiveram que fazer um excelente trabalho para voltar e nos somar em campo. Estaremos lá para ajudá-los e apoiá-los. Sabemos que podemos contar com nossos jovens.

O Rennes é uma equipe com bons laterais e jogadores rápidos. Como você lidará com isso?

Fazemos vídeos de cada oponente. Sabemos que eles têm bons laterais, o Rennes é uma boa equipe com um grande plantel. Obviamente não vou dizer o que vamos fazer, mas é verdade que é uma equipe que tem velocidade.

Quais são suas ambições pessoais? Você tem em mente a seleção francesa, especialmente com este novo 3-5-2?

É claro que observo a seleção francesa como todo mundo, mas, no momento, quero jogar o máximo de partidas pelo AS Monaco e disputar uma competição europeia com o clube. Se conseguir superar um patamar, não vou negar, porque é importante ter metas altas e olhar para frente. Para mim, a seleção francesa não é um objetivo, o objetivo principal é o AS Monaco e estou focado nisso.

Como é a competição entre você e Djibril Sidibé?

Está indo muito bem. O Djibril é companheiro de equipe, a gente conversa muito e se ele puder trazer certas coisas, ele vai me contar. Ele pode atuar tanto na direita quanto na esquerda, sua versatilidade é importante para a equipe. A competição é saudável e nunca me ocorreu dizer a mim mesmo que ia dar errado. Há competição em todas as posições, seja na defesa, no meio-campo, no ataque ou mesmo nos goleiros, com a chegada de Vito Mannone, e isso faz parte da vida do clube. O AS Monaco é um grande clube, por isso esta competição é normal e permite que todos cheguem ao topo.

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