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Equipe 17 Outubro 2018, 16:58

Thierry Henry: ‘Retornar ao AS Monaco é algo extraordinário’

Thierry Henry: ‘Retornar ao AS Monaco é algo extraordinário’
O novo treinador do AS Monaco, Thierry Henry, foi apresentado à imprensa na tarde desta quarta-feira (17) no Yatch Club de Mônaco. Na companhia de Vadim Vasilyev, vice-presidente do AS Monaco, ele respondeu as perguntas dos vários jornalistas presentes.

Vadym Vasilyev: Eu os apresento Thierry Henry, que foi um enorme jogador com um histórico que todos conhecemos. Ele é um filho do clube, mas também um técnico que nos impressionou com sua visão do jogo, seu conhecimento do futebol e especialmente da nossa equipe. Ele foi um ótimo jogador e não temos dúvidas de que será um ótimo treinador também.

Thierry Henry: Bom dia e obrigado por estarem aqui. Gostaria de agradecer em primeiro lugar ao presidente, ao vice-presidente e ao diretor esportivo por me darem a oportunidade de voltar para casa. Também gostaria de agradecer à seleção belga por me permitir crescer. Desejo saudar minha comissão, que é muito importante na preparação. Como ex-jogador, ajuda muito poder confiar em pessoas que têm bastante experiência. Estou muito feliz por ser o treinador do AS Monaco. Foi aqui que tudo começou e ter a oportunidade de retornar é algo extraordinário.

Começar no AS Monaco era algo natural para você? Você conheceu vários treinadores, como Arsène Wenger e Pep Guardiola. Quais foram suas fontes de inspiração?

TH: Quando recebi a oferta do AS Monaco, foi a escolha do coração. É um sonho se tornando realidade. Há muito trabalho a se fazer, mas é um prazer estar aqui. Aprendi muito com o FC Nantes de Jean-Claude Suaudeau e Raynald Denoueix, eles respiram futebol. Também não esqueço dos meus treinadores em Clairefontaine. Claro, Arsène Wenger abriu muitas coisas na minha cabeça, e também tive a chance de jogar por Guardiola, o que me acrescentou muito.

O que você acha do elenco do AS Monaco ? Tem algum desejo para a próxima janela de transferências?

TH: Temos que pensar no Strasbourg em primeiro lugar. O moral não está alto, especialmente quando metade da equipe está com suas seleções. Dada a situação, prefiro pensar no presente. Temos que encontrar um equilíbrio e proteger os jogadores, tudo com um pouco de alegria. Repito, prefiro viver no presente, e o presente é o Strasbourg.

Quais são suas metas de trabalho para subir na calssificação?

TH: Nós primeiro e acima de tudo precisamos de segurança e equilíbrio. Sem entrar em detalhes, devemos saber como nos posicionar rapidamente quando temos a bola. Temos que encontrar o equilíbrio certo tanto defensivamente quanto ofensivamente.

Que tipo de treinador você gostaria de ser?

TH: Vocês me conheceram como jogador e isso não irá mudar, há momentos em que você tem que rir e se divertir. Nós também devemos nos sacrificar e fazer o que o treinador pede. O diálogo é muito importante.

Como vocês ainda não me fizeram a pergunta, gostaria de agradecer a Leonardo Jardim por todo o seu trabalho. Ele ficará gravado para sempre na história do AS Monaco, desejo-lhe boa sorte para o futuro.

Qual estilo de jogo você adotará?

TH: Eu não quero entrar em detalhes. Devemos primeiramente trabalhar pensando no adversário do momento. Não sou o único a decidir, tenho uma comissão que me traz outra visão, mas permanece muito próxima da minha. Precisamos dialogar e decidir conjuntamente.

Você pode nos contar sobre o amor que você tem pelo AS Monaco?

TH: O AS Monaco é onde comecei, onde marquei meu primeiro gol, mas desde então, o “Titi” cresceu bastante. Continuei seguindo o clube, o AS Monaco está em meu coração.

Sua grande carreira como jogador pode ser um trunfo para ser também um grande treinador?

TH: Espero que sim, mas isso não significa que será fácil. Há muito a aprender, quando você vai para o outro lado você tem que ser paciente.